Tendências do turismo em Portugal 2026
De onde vêm os turistas?

Abril 2026
O turismo é um dos principais motores da economia em Portugal e, por isso, não é estranho que tantas pessoas decidam apostar na rentabilização das suas propriedades, transformando-as em espaços turísticos e anunciando-as em plataformas de alojamento local para aproveitarem os benefícios que parceiros estratégicos como a Holidu oferecem, em termos de posicionamento e visibilidade internacional.
Ainda que o crescimento no setor turístico seja uma realidade à qual assistimos há vários anos, olhar os dados oferecidos pelo novo relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE) e conhecer a realidade deste mercado é crucial para que conheça as tendências alojamento local 2026.
Com a saturação do mercado e o cenário competitivo que esta cria, os dados assumem um papel cada vez mais importante, nomeadamente para conhecer a origem dos turistas, os padrões de crescimento e as dinâmicas regionais intrínsecas ao setor.
A análise do tráfego aéreo pelo INE fornece dados essenciais para um maior entendimento do turismo em Portugal e, por isso, é muito relevante para os anfitriões de AL que pretendem ajustar os seus negócios, de forma a torná-los mais relevantes.
Com base no relatório do INE (Janeiro 2026), este artigo pretende oferecer dados concretos sobre as tendências atuais do turismo, os países de onde provêm os viajantes e qual a evolução expectável dos fluxos, para que possa ajustar o seu posicionamento na atividade de AL e rentabilizar estas informações.
Relatório do INE de janeiro de 2026
O relatório do INE de janeiro de 2026 versa sobre o transporte aéreo e apresenta indicadores cruciais para o entendimento do setor turístico em Portugal.
Os dados divulgados por estas estatísticas de turismo em Portugal dizem-nos que os aeroportos nacionais movimentaram 4,4 milhões de passageiros, o que corresponde a um aumento de 4% face aos dados de 2025. Este valor inclui embarques, desembarques e passageiros em trânsito direto.
Existiu igualmente um aumento de 2,9% no número de voos, havendo registo de 16,5 mil aterragens de aeronaves comerciais e uma média de 68,2 passageiros desembarcados por dia (valor também superior a 2025, no período homólogo). Uma percentagem significativa dos passageiros desembarcados (81,3%) e embarcados (83,2%) correspondem a tráfego internacional, demonstrando que o nosso país permanece fortemente dependente de mercados externos.
Turismo: um setor em crescimento
O turismo Portugal 2026 em números mostra-nos que a tendência para o crescimento sustentado deste setor se mantém. A maturidade e resiliência do setor é comprovada, nos novos dados, pelo crescimento significativo da procura no mês de janeiro, que tradicionalmente se apresenta como época baixa e atingiu o seu máximo histórico mensal.
Podemos considerar, assim, que Portugal está a consolidar-se enquanto destino turístico, não apenas sazonalmente, mas ao longo de todo o ano. Contribui para isto o rápido crescimento do tráfego internacional com o aumento no número de passageiros desembarcados (+4,7%) e embarcados (+5,4%).
Cidades e regiões mais beneficiadas pelo turismo
Ao alugar a sua casa de férias não importa apenas saber qual o aumento no número de turistas internacionais, mas também quais são as cidades que mais lucram com este crescimento. Entre as cidades e regiões que mais beneficiam deste crescimento turístico, segundo o afluxo nos aeroportos, destacamos:
- Lisboa: recebeu cerca de 56,6 do total nacional, equivalente a 2,5 milhões de passageiros, denotando um crescimento de +3,4% face ao período homólogo;
- Porto: recebeu cerca de 23,6 do total nacional, equivalente a 1 milhão de passageiros, denotando o maior crescimento nacional, de +9,6% face ao período homólogo;
- Funchal (Madeira): sendo o terceiro aeroporto com maior movimento, este recebeu 345,9 mil passageiros, com um crescimento de +4,8%, demonstrando um aumento da procura pelas regiões autónomas;
- Faro (Algarve): mesmo tendo uma contração de -2,5%, o Algarve assume uma posição relevante para o turismo nacional, tendo recebido 302,1 mil passageiros.
De onde vêm os viajantes
Conhecer a origem dos visitantes é muito importante para que possamos entender o perfil dos turistas que visitam Portugal e ajustar os anúncios em portais de alojamento de férias, bem como as ofertas e serviços a integrar no negócio.
As tendências do turismo 2026, com base no relatório do INE, indicam-nos que Espanha, França e Reino Unido são os países de proveniência da maioria dos turistas que chegam ao nosso país, seguidos do Brasil e da Alemanha. A liderança dos três mercados europeus referidos diz-nos que fatores como a afinidade cultural, a proximidade geográfica e a frequência aérea das ligações afeta diretamente a seleção do destino de viagem. Ainda assim, é importante considerar que, em termos de crescimento/retração, a tendência não é igual para os países neste pódio, sendo que, enquanto Espanha e o Reino Unido demonstram um crescimento no número de desembarques (respetivamente de +5,6% e +1,5%), França regista uma retração (-3,8%).
Neste relatório é ainda possível conhecer o crescimento das origens intercontinentais. Enquanto o continente europeu representa 62,6% dos passageiros internacionais que chegam ao país, o continente americano envia-nos 11,9% dos passageiros (correspondente a um crescimento significativo de 11,6% face ao período homólogo). Estes valores manifestam uma crescente diversificação do turismo.
Todos estes números nos permitem concluir que, mesmo que o mercado turístico tenha uma dependência da Europa (destacando-se aqui Espanha, França, Reino Unido e Alemanha), o crescimento acelerado dos mercados intercontinentais é também muito relevante no contexto atual do turismo em Portugal.

Como os dados do INE podem ajudar
Perceber quais são os maiores mercados de Portugal pode garantir aos anfitriões uma adequação das suas estratégias e potenciar um aumento da taxa de ocupação e da rentabilidade do negócio. Nesta medida, os dados do INE não são apenas informativos, mas uma oportunidade para promover:
- Otimização de preços;
- Segmentação por nacionalidade;
- Gestão adaptada à sazonalidade;
- Escolha da localização para investimento.
1. Otimização de preços
Para alugar apartamento de férias e garantir a rentabilidade do negócio é muito importante que exista uma procura contínua e crescente. O aumento da procura, manifestado nos dados do INE, mostra que existe um interesse internacional cada vez maior, o que permite o ajuste dinâmico de preços.
Neste caso, em mercados com elevado crescimento, como o Porto ou a Madeira, as tarifas poderão ser aumentadas nos períodos de maior procura, para garantir uma atividade mais lucrativa. Mercados estáveis, como o lisboeta, poderão garantir a sua diferenciação com a oferta de uma qualidade superior ou experiências únicas, que cativem os hóspedes.
Os números do crescimento em 2026 face ao período homólogo é também uma ferramenta importante para que possa antecipar as tendências e ajustar os preços em conformidade.
2. Segmentação por nacionalidade
Ao anunciar num portal de alojamento de férias também é importante conhecer a proveniência dos turistas que chegam ao país.
Sabendo que Espanha, França e Reino Unido lideram o fluxo turístico poderá, por exemplo apostar na tradução dos anúncios para os idiomas correspondentes, ajustar as descrições e comodidades às preferências nacionais dos hóspedes ou fazer promoções específicas em datas relevantes para esses países. O mesmo se aplica ao crescente afluxo de turistas americanos, podendo adaptar o seu negócio a um público com maior poder compra, que procura por experiências diferenciadas e que tem interesse por estadias mais prolongadas.
3. Gestão adaptada à sazonalidade
Uma análise criteriosa destes dados do INE é também valiosa para compreender que o turismo português depende cada vez menos da sazonalidade.
Com base nesta informação poderá criar estratégias para a cativação e conversão de hóspedes fora da época alta, ajustar os preços e investir em experiências diferenciadas de turismo urbano ou de inverno.
4. Escolha da localização para investimento
Se pretende comprar e anunciar casa de férias, estes dados podem também ser úteis para que tome boas decisões de investimento.
Por exemplo, considerando este relatório do INE, Porto e Madeira são espaços de potencial crescimento a considerar. O Algarve, por sua vez, pode exigir que os investidores considerem estratégias baseadas na sazonalidade para contrariar a retração do mercado e garantirem que o seu AL é apelativo, destacando-se dos concorrentes.