Anunciar no Vrbo: vale a pena?

Descubra como funciona o Vrbo, quais são os custos e se anunciar a sua casa de férias compensa

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Julho 2026

Quem pretende anunciar a sua casa de férias online, provavelmente já ouviu falar da Vrbo. Esta é uma das plataformas internacionais mais populares para alojamento local e, em Portugal, perante o crescimento do turismo, cada vez mais proprietários se questionam se, a par com os canais mais conceituados (Airbnb e Booking.com), faria sentido incluir o Vrbo Portugal na sua estratégia.

Tendo em mente as questões dos proprietários de AL que pensam anunciar (ou já têm o seu anúncio) na Vrbo, criámos este artigo para falar sobre a plataforma, analisando as suas vantagens e desvantagens, o potencial de rentabilidade que oferece e as experiências de outros utilizadores. Deste modo, poderá perceber se a Vrbo é a escolha certa para o seu imóvel, tomando uma decisão informada.

Como funciona o Vrbo para os proprietários

A Vrbo proprietários apresenta-se como uma plataforma de listagem para alojamento local para o arrendamento de curta duração de imóveis inteiros, não contemplando quartos individuais ou partilhados. Aqui, os utilizadores poderão apresentar anúncios para casas de férias, moradias, quintas, villas ou apartamentos. Integrado no Grupo Expedia, o Vrbo oferece uma distribuição global relevante. De salientar que antiga HomeAway foi integrada no Vrbo, o que veio consolidar a sua posição no mercado internacional.

Registar o AL na Vrbo

Para usufruir desta plataforma, o utilizador pode registar a propriedade, criando o seu anúncio e inserindo os dados relevantes, incluindo:

  • Fotografias do AL;
  • Descrição/texto informativo;
  • Regras do AL;
  • Preço por noite;
  • Calendário de disponibilidade.

Depois, com o anúncio ativo, estará apto a receber as primeiras reservas, podendo estas ser feitas através de instant booking (reserva imediata) mediante ativação do utilizador ou reserva mediante aprovação do proprietário. Quando a reserva é efetivada, o pagamento ao proprietário é processado pela Vrbo dentro dos prazos definidos, dependendo do tipo de pagamento selecionado.

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Vrbo: comissões para proprietários

No Vrbo, as comissões dividem-se em duas opções principais, a comissão com base na reserva (correspondente a aproximadamente 5% sobre o valor total mais 3% de taxa de processamento) e o modelo de subscrição anual (valor fixo e mais adequado a quem tem elevada taxa de ocupação).

Vantagens e desvantagens do Vrbo para os proprietários

Vantagens

Entre as maiores vantagens Vrbo proprietários, destacamos as seguintes:

  • Acesso a uma grande audiência internacional, com forte incidência nos mercados norte-americano e britânico;
  • Visibilidade ao anúncio para famílias e grupos de proveniência internacional;
  • Foco em imóveis inteiros, apelativo para famílias e grupos que procuram espaços para estadias mais longas;
  • Controlo do proprietário sobre as reservas, visto que a reserva instantânea não é obrigatória;
  • Integração no grupo Expedia para visibilidade adicional.

Desvantagens

As desvantagens da Vrbo são mais estruturais do que necessariamente problemáticas. Destacamos as seguintes:

  • Menor popularidade em Portugal do que outras OTAs, como a Airbnb ou Booking.com;
  • Exclusivo para imóveis inteiros, o que limita o aluguer de quartos individuais;
  • Limitações do apoio ao cliente.

Quanto se pode ganhar ao usar o VRBO?

O rendimento expectável ao é muito variável, já que é influenciado por fatores como o tipo de imóvel, a localização e as estratégias utilizadas pelo anfitrião. No que diz respeito à localização, podemos esperar que cidades de grande relevância turística, como Lisboa e Porto, apresentem uma procura mais consistente ao longo do ano. Regiões afetadas pela sazonalidade, como o Algarve, revelam-se mais lucrativas no verão. Por outro lado, Açores e Madeira demonstram uma procura turística significativa, sendo que a Madeira tende a sofrer menos com a sazonalidade. Destacam-se ainda mercados como o Vale do Douro, procurado por turistas de nicho, que procuram o enoturismo ou o turismo de natureza.

Quanto ao modelo de custo escolhido, não existem dúvidas de que o impacto das taxas podem influenciar fortemente a rentabilidade do AL. Se optar pela comissão por reserva, este custo será de aproximadamente 5% sobre o valor total mais 3% de taxa de processamento. Outra opção é o pagamento único anual, no valor de $499 (aproximadamente 435 euros, dependendo das variações de câmbio), o que pode ser vantajoso para casas de férias com elevada taxa de ocupação.

Por fim, vale a pena salientar queo Vrbo compete com canais populares em Portugal, como o Airbnb ou o Booking.com quanto ao potencial de ganhos. Ainda assim, o Vrbo pode ser compensatório para quem deseja promover estadias mais longas, podendo, deste modo, gerar um valor médio por reserva mais elevado.

O que dizem os proprietários? Avaliações e experiências

Os hóspedes de anfitriões Vrbo consistentemente avaliam de forma positiva as suas experiências com a plataforma, destacando particularmente aspetos como a qualidade dos hóspedes, cujo perfil é mais familiar, as estadias mais longas, que permitem uma rentabilidade mais equilibrada e expectável, o alcance internacional da plataforma, e também o nível de controlo do proprietário sobre as reservas.

Por outro lado, pontos menos positivos surgem também, ainda que estes comentários tendam a ser mais neutros do que críticos. Aqui, destaca-se a menor popularidade da plataforma em Portugal face a concorrentes como o Airbnb, o facto de precisarem de gerir múltiplos canais e a dependência de estratégias efetivas para promover um maior número de reservas. A Vrbo conta com avaliações algo polarizadas em plataformas como a Trustpilot (atualmente 1,2/5 estrelas) e  no Capterra (3,9/5). Vale a pena destacar que, neste contexto, a maioria das críticas se relaciona com experiências de apoio ao cliente ou processos de reembolso, frequentemente feitas pelos hóspedes e não pelos anfitriões.

Regulamentação do Vrbo em Portugal: o que os proprietários precisam de saber

Tal como em qualquer outra plataforma, os proprietários estão sujeitos ao enquadramento local português, devendo seguir as normas estipuladas para garantir conformidade legal e tributária.

Neste sentido, para anunciar no Vrbo em Portugal, os anfitriões terão obrigatoriamente de:

  • Fazer o registo como alojamento local (AL);
  • Obter de número de licença junto da Câmara Municipal;
  • Indicar o número de AL nos anúncios;
  • Dar a conhecer a identidade e proveniência dos hóspedes junto das entidades formais;
  • Cumprir as obrigações fiscais, incluindo:

a) Declaração dos rendimentos em IRS (Categoria B ou Categoria F, regime simplificado ou contabilidade organizada);

b) Fazer o pagamento de outros impostos aplicáveis (IMI, IVA, etc);

c) Pagar a taxa turística em Lisboa, Porto e noutros municípios (se aplicável).

  • Conhecer e cumprir as regras de condomínio e suas restrições.

Como a Holidu pode melhorar a experiência dos proprietários

Como referimos anteriormente, na Vrbo publicar propriedades oferece o desafio de gerir múltiplos canais em simultâneo, sendo que esta é uma crítica frequente à plataforma. Nesta medida, a Holidu pode tornar-se um forte aliado. Com a Holidu é possível distribuir o anúncio em mais de 25 canais, incluindo o Vrbo, promovendo uma maior visibilidade para o AL, reduzindo a dependência de um único canal e gerindo tudo de forma automatizada, sincronizada e a partir de um único painel centralizado. Assim, o proprietário pode adotar uma estratégia de promoção multi-canal, reduzindo a complexidade das operações e aumentando a rentabilidade efetiva do seu negócio, ao mesmo tempo que aproveita a visibilidade internacional da Vrbo.

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