AL e catástrofes naturais: Guia de preparação e apoio

Ter informação prática sobre prevenção e atuação em contexto de crise é cada vez mais importante

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Abril 2026

Os fenómenos extremos são cada vez mais comuns e, progressivamente, deixam de ser uma realidade longínqua. Em 2025 e no começo de 2026, Portugal assistiu a incêndios preocupantes e à passagem de tempestades perturbadoras, que colocaram os habitantes sob alerta e geraram novos medos entre os proprietários de imóveis, incluindo os anfitriões de AL.

Ao anunciar casa de férias, um proprietário assume uma responsabilidade para com os hóspedes e, nesta medida, as catástrofes naturais tornam-se ainda mais preocupantes. Deste modo, com cheias, sismos e incêndios a tornarem-se eventos cada vez mais frequentes, ter informação prática sobre prevenção e atuação em contexto de crise é cada vez mais importante.

Neste artigo procuramos dar resposta a esta nova necessidade, fornecendo um guia de preparação e apoio capaz de garantir que o anfitrião tenha um papel ativo na proteção do seu património, dos seus hóspedes e ainda um papel ativo na resposta social em momentos de crise, nomeadamente pela via da integração nas iniciativas do Turismo de Portugal para acolhimento turístico. Abordaremos, para isto, as várias preocupações práticas e medidas preventivas, dando ainda a conhecer o apoio que um portal de alojamento de férias como a Holidu pode dar-lhe neste tipo de situação. Saiba mais.

Anfitriões de AL: preocupação com catástrofes naturais

O impacto das catástrofes naturais não causa apenas medo de se ter danos na propriedade, causados por situações como a inundação do alojamento local em caso de tempestade. A gestão de um AL envolve diversas preocupações, relacionadas com três aspetos fundamentais:

  1.   Segurança dos hóspedes;
  2.   Continuidade do negócio;
  3.   Responsabilidade do anfitrião.

1. Segurança dos hóspedes

Este é um dos (se não mesmo o) aspeto mais importante para quem gere um AL durante uma catástrofe natural.

Ao contrário do que acontece numa residência privada, onde frequentemente a maior preocupação acaba por recair sobre o património, a gestão do AL implica uma responsabilidade sobre terceiros. O AL acolhe pessoas desconhecidas de várias proveniências, que selecionaram aquele imóvel como espaço para se alojarem nas suas férias. Deste modo, garantir a segurança dos hóspedes passa a ser uma obrigação do anfitrião, tendo de ser a sua prioridade máxima. Afinal, é frequente que os visitantes desconheçam o território, os riscos locais e os procedimentos de segurança, cabendo ao anfitrião a antecipação de cenários e a preparação de respostas que assegurem a proteção dos seus hóspedes.  

2. Continuidade do negócio

As catástrofes naturais podem originar danos significativos nas propriedades e ter um impacto económico severo, afetando a continuidade do negócio.

A inundação do AL, incêndios que afetem as estruturas ou danos estruturais causados por tempestades e sismos podem obrigar o anfitrião a suspender temporariamente a atividade. Isto resulta em cancelamentos, na perda de receitas e, simultaneamente, em custos de reparação e manutenção, que podem ascender a valores elevados.

3. Responsabilidade do anfitrião

Além das preocupações humanas e materiais, existe ainda uma importante dimensão relacionada com as obrigações legais e a reputação do proprietário.

Uma correta preparação é essencial para que se evitem incumprimentos contratuais ou uma gestão insuficiente em contexto de crise. Este tipo de negligência poderá afetar profundamente a reputação do AL e do seu proprietário, originando críticas e avaliações negativas que minam a confiança de potenciais hóspedes no futuro, afetando o índice de ocupação geral e a rentabilidade do negócio.

Tendo isto em mente, deve considerar que preparar-se para cenários de catástrofe e proteger a casa contra catástrofes naturais nunca é excessivo, sendo parte essencial de uma gestão de AL profissional e responsável.

Catástrofes: Medidas preventivas essenciais

Um bom anfitrião está preparado para dar resposta à crise, antecipando-a e criando as condições logísticas, estruturais e operacionais que contribuem para minimizar os riscos e agir rapidamente perante cenários de crise e imprevistos. 

Nesta medida, a criação de um seguro multirriscos e a preparação de um kit de emergência para hóspedes são ações fundamentais na gestão de um AL.

Seguro Multirriscos: requisitos específicos

Um seguro multirriscos para alojamento local é fundamental para garantir a proteção do negócio. Para o garantir, o proprietário deve evitar a contratação apenas da cobertura básica.

Nem todos os seguros cobrem, de forma automática, eventos extremos, sendo importante verificar se a apólice é concordante com as necessidades efetivas do anfitrião. Assim, considerando o potencial de um fenómeno natural gerar estragos no alojamento local, o proprietário deve assegurar-se de que o seu seguro inclui:

  • Cobertura em caso de fenómenos naturais (tempestades, incêndios, cheias);
  • Proteção em caso de danos estruturais;
  • Proteção do recheio do imóvel;
  • Responsabilidade civil (que proteja o anfitrião caso os hóspedes sejam diretamente afetados);
  • Perda de rendimentos decorrentes da suspensão temporária gerada por fenómenos naturais.

Para garantir que os seus interesses e a sua proteção estão assegurados, é crucial que o anfitrião analise detalhadamente as condições da apólice. Mesmo que um seguro abrangente e bem estruturado não elimine o risco, este pode reduzir significativamente o impacto financeiro originado por uma catástrofe.

Kits de emergência para hóspedes: como preparar

Outro elemento fundamental da gestão de um AL é a preparação de um kit de emergência para hóspedes. Embora se espere que este nunca seja efetivamente necessário, a criação e identificação deste kit no alojamento poderá fazer toda a diferença em caso de necessidade. Um kit completo deve incluir:

  • Lanternas;
  • Pilhas exta;
  • Kit de primeiros socorros;
  • Lista de contactos de emergência (incluindo ambulâncias, bombeiros e polícia);
  • Instruções sobre procedimentos de evacuação.

A identificação do local onde se encontra o kit e as informações sobre a sua utilização devem também ser explicitadas através de um manual de boas-vindas, do envio de um email informativo ou da colocação de sinalização visível no AL.

É importante que aposte na clareza e na simplicidade para garantir que, perante uma situação de crise, os hóspedes compreendem o que devem fazer e atuam de forma imediata e eficaz.

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Gestão da segurança e comunicação com hóspedes

Ao alugar apartamento de férias é sempre importante considerar o potencial de ocorrência de catástrofes naturais, assegurando que existem linhas de comunicação ativas com os hóspedes.

Num cenário de crise, a comunicação é um dos ativos mais importantes para o anfitrião, permitindo-lhe que comunique de modo empático, preciso e célere todas as informações relevantes, para evitar o caos e o pânico.

Neste tipo de situação deverá manter contacto permanente com os hóspedes e disponibilizar todas as instruções de segurança, incluindo medidas de evacuação, caso se torne necessária.

Para isto, o anfitrião deve entender os enquadramentos legais relacionados com as políticas de cancelamento por razões de força maior, incluindo a anulação da reserva sem penalizações em caso de reconhecida calamidade. Este cancelamento garantirá a proteção dos viajantes e do anfitrião.

Perante momentos adversos, o anfitrião deve ir além do mero cumprimento de regras, adotando uma postura de responsabilidade e transparência que reforce a confiança dos hóspedes. Assim, conhecer as iniciativas nacionais, incluindo os programas do Turismo de Portugal, é também fundamental.

Programa “Turismo Acolhe”

O programa “Turismo Acolhe” foi justamente pensado para mobilizar o setor do AL para uma ação coordenada em contexto de emergência.

Criado depois da tempestade Kristin, que afetou Portugal no começo de 2026 levanto à determinação do estado de calamidade, este programa visa articular a resposta social e o setor turístico.

A intenção principal desta medida excecional visava, pois, assegurar temporariamente um alojamento digno e seguro para:

  • A população afetada, incluindo desalojados e pessoas com cuja residência principal foi afetada (mediante declaração da autarquia local);
  • Trabalhadores e voluntários envolvidos nos trabalhos de reparação e reconstrução (quando comprovada a necessidade).

A intenção desta medida era mobilizar as unidades de AL para que disponibilizassem temporariamente os seus imóveis para esta finalidade, com apoio financeiro garantido pelo próprio Turismo de Portugal.

Neste momento, já existem unidades disponíveis em vários concelhos, demonstrando o papel do setor turístico para a coesão social e económica em momentos de crise.

O convite para integrar este programa constitui uma oportunidade para ter um papel ativo na comunidade, assumindo um compromisso social relevante e que contribui para a boa reputação do AL.

Como pode inscrever-se?

A adesão ao programa “Portugal Acolhe” não é obrigatória, mas é, como vimos, socialmente relevante e pode ser feita aqui.

No momento da adesão, os anfitriões deverão aceder aos canais oficiais, preencher o formulário e indicar a disponibilidade das suas unidades de AL e suas condições.

Tenha em mente que esta inscrição deve ser responsável, já que requer preparação e organização. Deste modo, é importante que os anfitriões garantam também que o espaço cumpre os requisitos mínimos de habitabilidade e segurança, para garantir a capacidade real de acolhimento sem comprometer a operação do negócio.

Para sua segurança, o anfitrião deverá definir regras claras de utilização do espaço durante o período de acolhimento.

Vale a pena destacar que a participação neste tipo de iniciativa é voluntária, mas exige sensibilidade social e profissionalismo, tratando-se de uma forma de envolvimento comunitário que deve ser encarada com responsabilidade e dinamismo.

Holidu: um aliado em momentos de catástrofe

Perante um cenário de crise, a Holidu pode ser muito mais do que um mero website de alojamento local, assumindo-se como um aliado estratégico.

Neste tipo de situação, o papel da tecnologia pode ser fulcral para uma gestão eficaz do AL e, nesta medida, a plataforma pode ajudar, principalmente em dois pontos:

  1.   Comunicação de Emergência;
  2.   Flexibilidade de Calendário.

Comunicação de emergência

A app da Holidu é uma ferramenta vital para o envio de mensagens instantâneas em tempo real para alertar todos os hóspedes atuais e futuros durante uma emergência local. Esta possui uma caixa de entrada unificada, o que significa que os anfitriões podem enviar mensagens aos hóspedes que reservaram através de várias plataformas, incluindo as populares Airbnb ou Booking.com, sem que precisem de alternar continuamente entre plataformas.

Deste modo, torna-se mais simples alertar os hóspedes sobre os riscos locais, fornecer as instruções de segurança essenciais e atualizar informações sobre o cancelamento por catástrofe natural no alojamento local.

Perante uma situação de crise, a centralização das respostas permite uma maior celeridade de operação, o que garante a segurança e reduz os riscos.  

Flexibilidade de calendário

Outro aspeto em que a Holidu assume um papel crucial é com o seu gestor de canais. Este permite aos anfitriões bloquear rapidamente datas em múltiplas plataformas de reserva para uso solidário (como apoio a desalojados), ou bloquear datas caso a propriedade seja danificada devido a uma catástrofe natural e seja necessário evitar novas reservas.

Esta rapidez e flexibilidade é essencial para garantir uma resposta coordenada e rápida, garantindo que a ação do anfitrião se alinha plenamente com necessidades repentinas originadas por catástrofes naturais.

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